Obras de Portinari e Matisse que foram roubadas contam com seguro.
- Rafael Pimentel
- 8 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Na manhã de 7 de dezembro de 2025, a Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, sofreu um roubo de graves proporções: foram levadas 13 gravuras raras, entre obras de Henri Matisse e Cândido Portinari, expostas na mostra “Do livro ao museu”. A Secretaria da Cultura informou que as peças tinham uma apólice de seguro vigente, o que demonstra que mesmo acervos valiosos podem ser protegidos perante riscos como roubo ou furto.
No mercado de seguros existe um produto chamado “seguro de obras de arte” ou “seguro para exposições”, especialmente desenhado para museus, galerias, bibliotecas, colecionadores e instituições culturais. Esse seguro cobre, entre outros riscos: roubo, furto, danos físicos, danos durante transporte, armazenamento, exposição ou restauração, além de eventual deterioração ou acidentes. A cobertura pode ser ampliada conforme a necessidade — por exemplo, incluindo transporte nacional ou internacional, proteção enquanto as obras estiverem emprestadas a outra instituição, ou durante feiras e mostras.
Por isso, contratar esse tipo de seguro não é apenas uma precaução financeira — é também uma forma de preservar o patrimônio cultural e garantir que, em caso de sinistro, a instituição possa buscar reparação imediata pelos bens materiais. No caso da Biblioteca Mário de Andrade, a existência da apólice atuou como uma rede de segurança para um acervo de valor inestimável. Para bibliotecas, museus ou qualquer instituição com acervos, obras raras, documentos históricos ou coleções valiosas, um seguro especializado pode fazer a diferença entre prejuízo irreparável e a possibilidade de reconstrução ou compensação.
Perguntas & Respostas sobre Seguro de Obras de Arte
1. O que é um “seguro de obras de arte” e para que tipo de instituição ele serve?
O “seguro de obras de arte” (ou “seguro para exposições / acervos”) é uma apólice destinada a proteger bens de valor artístico, histórico ou cultural — como pinturas, gravuras, esculturas, livros raros ou documentos — contra diversos riscos. Esse tipo de seguro é indicado para museus, galerias, bibliotecas, colecionadores privados ou instituições culturais que mantêm acervos ou promovem exposições.
2. Quais riscos esse seguro costuma cobrir?
Dependendo da apólice contratada, o seguro pode oferecer cobertura para: roubo e furto qualificado, danos físicos (queda, quebra, vandalismo), incêndio, danos por água ou desastres naturais, transporte da obra (quando há movimentação ou empréstimo), armazenamento, exposição pública, e danos durante montagem ou desmontagem de mostras. Em muitos casos, pode haver cobertura “all risks” (todos os riscos cobertos, salvo exceções previstas) para garantir maior abrangência.
3. O seguro cobre apenas o valor financeiro da obra ou protege outros aspectos?
O seguro de obras de arte protege o valor econômico da obra — ou seja, em caso de roubo, dano ou perda, a seguradora indeniza com base no valor segurado ou avaliado. O seguro não cobre o valor simbólico, cultural ou sentimental da obra — esses não têm indenização. A apólice costuma exigir documentação das obras (descrição, fotos, parecer técnico/valor de mercado) para que a cobertura seja válida.





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